quarta-feira, 21 de abril de 2010

Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos,
todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.



Mesmo sem compreender, quero continuar aqui
onde está constatemente amanhecendo.
                                                             ( Caio F. )

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