quarta-feira, 23 de junho de 2010


Lindas eram as noites, reluzentes, quando o amor estava aqui e me consumia, meu sorriso era sincero, sentia sangue correr em meu corpo, este era vivo e gritava felicidade.

Hoje nada ficou além da dúvida de que se tudo foi verdade ou não!

Agora as noites são escuras e secas, o sorriso é falso e gélido assim como toda a alma, não existe mais esperança nem quimera, a realidade densa do descaso é cruel, sinto-me corroída pelo o orgulho do desprezo e da solidão, fico em silêncio já que ninguém pode dizer nada...

Meu espírito necessita gritar o que há tanto tempo está sufocado dentro da angústia deste peito inerte... Minha saudade, minha vontade, minha dor... Às vezes se torna insuportável conviver com isso, a covardia me faz sofrer calada para não expressar a acidez da ausência e dos minutos desses dias sem nexo.

Agonia agora é minha companhia, caótica como só ela sabe ser, me faz ter um pouco de inspiração nas linhas sem fim do livro de minha vida.

(...)


Se alguém no universo puder me escutar nesta noite de desespero, quero desabafar dizendo que não sou tão forte quanto pareço ser, nem tão feliz como tento demonstrar...
A hora certa é uma infinita incógnita e meus braços já não conseguem alcançar o tempo, me perdi dele e agora estamos muito longe um do outro... Que tempo é este tão distante? Eu o desconheço e não sei se ainda respiro naturalmente, pois tudo nessas horas parece tão artificial.
Entretanto ainda vivo!
Mas quero dormir e não sonhar mais...
Quero não pensar...
Quero perder a memória...
Quero anestesia...
Não posso mentir para o que é verdadeiro!
É simples, só quero dizer que o que foi feito para ser eterno, não terá como ser esquecido!
Talvez eu não esteja tão lúcida, logo tentarei adormecer novamente, amanhã tudo será como deve ser e espero poder suportar mais um dia onde o amor continuará em cárcere na lembrança daquele olhar!


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