sábado, 26 de junho de 2010



O querer é um veneno lento e prazeroso, cujo principio ativo é um objeto de desejo, este que por sua vez quase sempre não corresponde ao tal cortejo, porém é indecente se fazendo sedutor, alimentando a falsa ilusão de existir. Seria o querer uma cobra? De qualquer forma eu preciso continuar nesta saga.
Eu quero viver pela paixão infinitamente intensa... Quero saltar e dançar pelas ruas, reverenciar o mundo, aos bêbados imundos brindar saúde, cantar com os pássaros nas manhãs de primavera.
Quero sempre suspirar no acalento de meus sonhos, continuamente abrindo as inimagináveis portas de minhas construções jamais apreciadas pelos olhos ditos normais... O meu mundo é irreal, inatingível, cego... Vazio? Não. Você não entenderá!
Isto tudo é só porque eu não quero mais ter coerência, quero mesmo é alcançar a displicência, para então conjugar com menos dor um antigo verbo conhecido como “amor”... Ora! Se os sentimentos não têm nexo, porque eu devo ter? Sou o próprio sentimento! Pavoroso demais para compreender. Eu vou rolar sobre o chão deste caos ao qual esta mente doentia se entregou... Confusa alma tardia que desperta agora sem o menor interesse de expressar o nada que em si existe.
É engraçado e inútil consumir estas toscas palavras sem rumo, elas não chegarão a lugar algum, mas, já que comecei vou terminar...
Tudo que quero é unicamente deixar em registro uma das minhas mais perversas aspirações:
- Ser assim sempre, eu!
Com a calma e a serenidade obtidas na loucura, aos passos largos, altos e baixos, a caminho, enfim, da eterna expansão!
(...) Convenço-me em não sentir “quase” nada, ao dizer - Au revoir!

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