segunda-feira, 12 de julho de 2010




Já é tarde, ou quase dia, sinceramente não sei! Perdida cá estou em meio às alucinações que restaram daquele meu funesto término... Parece ópio. Quase um dilúvio onde as águas inundaram este meu ser que há tempos esperava por algo que mudasse a triste realidade, e por mais pavoroso que tenha sido o gelo daquela tormenta, existia ali algo que aquecia a minha mente entediada que oscilava entre o ócio e o criativo!
Poesia? Lembranças de solidão, sufocantes lágrimas nas madrugadas, e não havia nada e nem ninguém para apreciar a minha dor naquela noite insana, somente minha paciência soube escutar aquilo que há muito gritava ao universo, ela me consolou muito mais do que um porre destrutivo com os amigos, estes hipócritas que tantas vezes me derrubaram por puro e simples hedonismo... Eles existem? Nada além de mim existe...Tudo ao meu redor é a grande ilusão maquiada e bem vestida... Sempre quiseram me impor limites morais para aquilo que nunca entendi, pessoas, família, amor ...Não faço questão de compreendê-los. Somente quero viver explosivamente. Isso eu quero que entendam.

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